Uma análise da Riviera Maritime Media destaca que a combinação de combustível caro, congestionamento em pontos marítimos estratégicos e atrasos prolongados está gerando aumentos desproporcionais nas tarifas de frete. Quando a capacidade de navios ou portos se tensiona, uma mesma disrupção provoca altas mais agudas do que em condições normais. O relatório cita episódios recentes em que o congestionamento no Canal do Panamá e no Estreito de Malaca forçou desvios de rotas, aumentando os dias de navegação e o consumo de combustível.
Os pontos de estrangulamento (chokepoints) são passagens marítimas de alta congestão onde o tráfego se concentra. Seu bloqueio ou desaceleração tem efeitos imediatos em toda a cadeia logística global. Nos últimos meses, a combinação de secas no Panamá, tensões geopolíticas no Mar Vermelho e aumento da demanda pós-pandemia agravou a situação. Além disso, a volatilidade do preço do bunker fuel adiciona pressão aos armadores, que repassam esses custos aos fretes.
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